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7 de abril de 2011

SHINJU

Shinju significa pérolas e é a palavra japonesa para seios.
É, também, por isso mesmo, o nome de uma das formas mais básicas e sensuais do bondage japonês. Pode ser feito de diversas maneiras, dependendo do propósito com que é feito, e pode ser usado por baixo de roupas, criando com isso oportunidades incrivelmente sensuais e sadomasoquistas.
O shinju necessita de 3 pedaços de cordas não muito longas.
Vamos por etapas:
1. Passe em volta do dorso de sua sub, logo abaixo dos seios, o primeiro pedaço de corda. Esta corda deve tocar os seios. Não aperte muito, mas cuide para, a cada volta da corda, apertar de maneira igual a anterior e, da mesma forma, a próxima. Quando acabar de dar as voltas, amarre as pontas desta corda com um nó lá atrás, bem perto da espinha, mas ao lado dela, e NÃO sobre ela.
2. Pegue a segunda corda e faça a mesma coisa, só que comece envolvendo o dorso na parte superior dos seios.
Não está difícil, não é? Olhe o seu trabalho. Já esta parecido com o shibari das fotos que você costuma ver, não é mesmo?
Vamos, então, para a terceira e última corda.
3. Dobre esta corda ao meio e passe entre os seios, por baixo daquela primeira, a que está logo abaixo dos seios. Enrole a corda em si mesma duas ou três vezes, passe uma das pontas por baixo e a outra por cima da alça que passa pela parte superior dos seios e leve, em forma de "V",em direção aos ombros e, depois, para as costas.
Chegando lá, puxe os dois pedaços de cordas o suficiente para levantar um pouco os seios (lembre-se onde está ancorada esta corda) e termine amarrando ambas as pontas em cada lado da espinha, tendo o cuidado, novamente, de não deixar que os nós se fixem sobre ela.
O shibari, que tem suas origens na Idade Média, quando foi criado como uma técnica de tortura, conserva regras que, como em outras tantas torturas orientais, são as mesmas: tempo e repetição. No moderno bondage erótico oriental o tempo também é um fator muito importante. Use o tempo... com tempo. E dê tempo ao tempo para o efeito do shinju se fazer sentir.
Esta simples técnica de amarração que acabamos de aprender cria uma certa tensão erótica, causada principalmente pelas cordas envolvendo os seios e passando pelos ombros, além dos nós, que estão colocados em pontos conhecidamente sensíveis. Aos poucos, quase que com a lentidão própria do zen, os seios e os mamilos vão ficando cada vez mais sensibilizados, chegando a ponto da própria roupa ser um estímulo demasiado forte para a sua submissa.
Você está começando a descobrir por qual motivo a combinação dos efeitos já conhecidos do bondage ocidental, como o poder e a vulnerabilidade, somados à beleza, à estética e à intensa massagem erótica causada pelas cordas fazem do shibari uma arte apaixonante.

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