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24 de abril de 2011

Erótismo e Pornográfia
A linha que divide o erotismo da pornografia
é muito fina e na verdade inexistente.
Como a da alma do ser humano,
 ela nos é também invisível por nela morar.
Dois adjetivos que possuem o mesmo significado,
 mas que a maldade, o preconceito,
a falta de respeito e outras particularidades,
falhas na mente de um ser humano,
 provocam uma diferenciação inexistente.
Para algumas pessoas erotismo é sexo,
 é algo vergonhoso e inaceitável
dentro dos seus preceitos de uma criação fechada,
arcaica e preconceituosa.
Já para muitos sexo é prazer,
 liberdade da alma e da carne.
 É pornografia, mas sem manchas ou 
º°¨¨°º®®º°¨¨°º


Escrito por Re às 02h11
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QUASE GOZO SÓ DE PENSAR...
Dainor Lindner
Penso em você a todo instante
Penso no teus seios macios
E penso no teu beijo ardente
Mas no que penso pra valer
É no momento de te comer.
Deitado em minha cama vazia
Eu penso em você se despindo
E tal qual uma cadela vadia
O meu falo você vem procurar.
Ah! Fico excitado só de pensar!
Penso nos teus lábios sorvê-los
E quase não agüento de prazer.
E teus seios começo a mordê-los
E então você se põe a cavalgar.
Ah! Quase gozo só de pensar!
E não contendo tanta excitação
Levanto-me e vou ao banheiro
E manejando o falo com a mão
Imagino-te me matando de prazer
Mas é o vazio que o gozo me faz ver.

Sinto falta de você
Wilson Carlos Roberto
Sinto falta da tua presença.
Falta dos teus olhos a me olhar.
Sinto falta do teu corpo,
Desse jeito que tens de me amar.
Sinto falta do teu cheiro.
Cheiro que me excita, extasia.
Sinto falta do teu abraço,
Dos teus braços a me enroscar.
Sinto falta dos teus seios,
Do decote ousado, que me faz suspirar.
Sinto falta do toque em seu umbigo,
Da pele macia, que me faz delirar.
Sinto falta da tua venus, molhadinha.
Falta dos teus afagos, teus gemidos,
Falta dos requebros e gingados
Que me levam a um gozo alucinante.
Sinto falta da sua cama, cúmplice
Do nosso amor, nossos momentos.
Falta do cetim macio e acolhedor,
Impregnado de suor e cheiros
Adocicados, a cobrir a
Nudez dos guerreiros.
Quero Você
Wilson Carlos Roberto
Quero você
Seu abraço aconchegante.
Quero seus lábios carnudos,
Mordê-los, beijá-los, chupá-los.
Quero você
Quero seu beijo carregado de tesão.
Quero seu cheiro, que aguça o desejo.
Me enlouquece de paixão
Quero você
Quero sentir o gosto molhado
Do seu beijo envenenado.
Essa chama ardente que me consome,
E ao mesmo tempo, acalenta.
Quero você
Ao cair da noite, na madrugada, na despedida.
No abandono, na entrega dos corpos.
No cansaço, de uma noite mal dormida.
Quero você
Com seu jeito menina, meio inocente,
Meio despudorada, desprendida.
As pernas abertas, expondo o ninho.
Ansiosa, esperando um carinho.
Quero você
Nesse corpo fogoso me aconchegar.
Cavalgar, descobrir seus mistérios.
Penetrar sua carne orvalhada.
Sentir o calor que incendeia e
O perfeito gozo que acalma.

Êxtase
Vincent Benedicto
entre gotas de absinto
dispo-te não resisto
açoito-te com meus amores
farto-me da tua nudez sem temores
sinto-te em mim
sempre assim
desperto-te do teu sono
e ainda em sonho
sentes o meu falo
em tua fenda úmida
tuas ancas em minhas mãos
minha boca nos teus seios
e nesse devaneio louco
aconchegas-te em meus braços
sentes o cheiro da minha pele
ajeitas-te em mim
levando-me ao êxtase... sem fim

Pernas Entrelaçadas
Edson dos Santos
No sofá ou na cama
Me tocas e me chamas
Me dizes:minha dama!
Me beijas e me domas
Dos beijos aos toques com tesão,
um passo é dado em direção,
de nos vermos enfeitiçados,
com nossas pernas entrelaçadas
Ao nos entrelaçarmos
inunda-nos um ardor,
indescritível e sem pudor
ficamos a nos "amassarmos"
Dá frio e calafrio
Tua língua no meu corpo quente
Tuas pernas me envolvem ardente
Pelas minhas pernas corre um rio
Com terreno preparado
Estás pronto pra ser amado
Estou a tua espera
Vem

Flor do teu xibiu

Rias,
gozavas,
choravas...
Ai de mim...
...inundava-me de teu gozo,
que da tua pequena flor escorria.
E o teu xibiu em fogo
chama-me no meio das coxas
como a dar-me língua
querendo gozar.
Sim, xibiu...
Pois assim chamo tua doce flor.
Encho-te de vida.
E assim cavalgava-me em fúria
e sem nenhum pudor roubou-me um gozo.
Por fim encho-te de mim,
encho-te de mais vida...
Sabias que daquele gozo
teria eu te feito um filho.

Me consome!

Como é doce o reencontro dos nossos corpos,
O já conhecido toque da nossa pele!
Quero o beijo em cada recanto de meu,

 Perco-me no desejo que me consome,
Na ânsia de te sentir dentro de mim.
O teu corpo confunde-se com o meu,

O nosso êxtase eleva-nos a um estado de perfeita união!
Dá-se a materialização do sentimento que nos une,
Traduzido na linguagem dos corpos!
Absorvo a mais profunda essência de NÓS...

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Corpo Memória

O meu corpo é cobra quando enrola no teu,
meus lábios mel tocando os teus,
tua pele brasa, meus seios carne, pecado, desejo...
Teu corpo é fonte,
onde vou beber,
molhar-me , limpar-me , enlouquecer...
Meu corpo é desejo, volúpia,
Memória...
Que nunca vais esquecer.
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Amor Vulgar
  Vincent Benedicto
A ntes, me querias apenas como objeto  
M uitos foram os nãos que de ti recebi 
O ntem porem, resolvi mudar...         
R ecordarás apenas, que te esqueci     
V aguei pela noite afora             
U ivando como lobo faminto          
L onge de ti, para que não escutasses  
G uardei meu amor para quem merecesse 
A gora, encontrei alguém diferente...       
R asgou-me a roupa e me fez indecente
Imoralidade

Vincent Benedicto
I moral ou imposição social?
M oralidade ou convenção da sociedade?          
O rgasmos? Eu os tenho! E você?
R eprime-se porque quer!
A paixone-se!
L iberte-se de seus tabus!
I nvista no amor
D oe-se de corpo e alma
A me desesperadamente
D esta vida não levaremos nada. Apenas nossas emoções...
E tica poética? Deixe-a com a literatura!

 
Os Prazeres da Língua...

        Ricardo Salem

Cá estou mais uma vez viajando...
Nos doces delírios dos encantos teus..
Da sua língua,o meu corpo banhando...
Roubando o gemido que de vergonha se escondeu...
Nossos corpos unidos em uma só canção...
Seduzidos pela bela arte de amar...
Línguas se entrelaçando num beijo profundo...
Molhados...Desejosos...Cheios de tezão!!!
Não fique inquieta nessa prisão...
Deixe o amor fluir e te levar...
Liberte logo o seu coração...
E com seu jeito maroto vem me amar!!!
Beijos de língua... ousado e profano...
Que rouba a cena nas telas da vida...
Faça de mim um amante insano...
Daquele que te rasga as roupas!!!
Esse desejo que me consome a alma...
Do beijo linguado molhado de amor...
Sentido o nectar do seu corpo suado...
No banho de língua profundo e sem pudor...
Venha cobrir as minhas intimas orgias....
No desejoso banho de amor e sedução...
Doce língua que me banha as fantasias...
Com loucura...Desejo e Paixão!!!

18 de abril de 2011

Uma vontade enorme

Uma vontade enorme

Alimento a minha volúpia nos teus seios sensacionais e deliciosos, matando a fome desta minha vida minha desregrada nesse teu corpo macio. Elimino a minha sede com o teu suor e com o teu gozo, nos passeios que faço pelos vales profundos da tua carne quente, escandalosa e desejável.
Publicado por ΚΛL-ΞL em 00:47:07


Power
A imagem de suas coxas grossas sob a minissaia me excita.
E você sabe disso.
Por isso se aproxima de mim, nesses passos felinos, sorriso lascivo, pondo seus cabelos perdidos por trás da orelha em um movimento notável.
Enquanto eu, sentado na cama, aguardo minha delícia estar ao alcance das mãos, pra segurar sua cintura, com aquela força que gosta, e deitar minha cabeça em seu ventre.
Te sentar em meu colo e beijar sua boca sem pressa.
Sentir seu sabor de mulher, morder seus lábios vermelhos, me lambuzar em seu batom de morango, comer sua boca faminta.
Acariciar suas coxas em uma estrada macia que leva minhas mãos ás delícias sob sua saia.
Esquecemos da vida quando isso começa.
E por isso você começa.
Deitamos na cama entre beijos e mordidas, entre arrepios e gemidos.
Arrancamos nossas roupas nos botões que se rompem e tecidos rasgando.
Seu corpo moreno é meu paraíso. Curvas exatas, seios suaves, rosto perfeito.
Mergulho em seus olhos, me perco em seu brilho e entrego meu corpo ao prazer que tanto procura.
Ao tesão que tanto provoca.
Você sabe o poder que tem sobre o meu.



Sabor e volúpia
Meu celular esgoela aquele zunido estridente em algum lugar de meu quarto.
Tateio a gaveta abaixo da mesa onde fica o monitor.
Meu interesse está nas palavras perdidas entre meus pensamentos disformes e a tela de vidro.
Entre cartas, contas e contos, sinto o aparelho vibrar em minha mão direita.
O som metálico me irrita e pressiono, furioso, o botão iluminado, enquanto encontro a palavra exata pra fechar um parágrafo que me parecia infinito.
Atendo o chamado querendo que seja engano, ou um daqueles trotes que eu adorava fazer quando moleque.
Preciso voltar ao mergulho sem fôlego na questão intrigante que revela o sabor de sua essência mais íntima.
Entre o doce e o salgado, no suor e na saliva o tesão que me alimenta.
A alquimia de ourives, o tempero de canela ou simplesmente sacanagem.
_Alô...             
Do outro lado da linha, e á 3 mil km de distância, ela acaricia meus ouvidos cansados com sua voz deliciosa, delicada, feminina, inspiradora, sexy...Absurdamente sexy.
_Marcelo?
Por algum motivo misterioso, ela adora meu nome e sabe o efeito que seu nome causa em minhas cabeças duras.
E naquele som excitante, pulsando entre fibras óticas, satélites, antenas e microchips, encontro a resposta de que tanto preciso ao sabor que me eriça.
Sua voz é doce, assim como doce é seu corpo moreno que me entrega sempre que a beijo.
Pra me perder entre coxas arrepiadas e montes voluptuosos, na caverna que lambuza o desejo que é só nosso.
Até me encontrar em seu gozo sonoro.
Me lembrando, no brilho de seus olhos furtivos entre sorrisos de morango, que sou seu homem, e você minha mulher.


7 de abril de 2011





Prazer e volúpia...



O anseio forte do teu corpo a beijar-te,
O gozo do meu beijo no teu ventre, Amor!
Há o teu leito de nenúfar, minha linda donzela
Um palor ardente nos teus contornos, Amor!...
O roupão aberto do desejo a banhar-te,
Vejo-te a doce beleza do prazer a arder.
Disse-me a dor eterna do meu sabor:
- Meu amor!... Lambo-te um doce arrepio.
És minha doce virgem do perfume, Amor!
O teu corpo nu a arder-me fortemente;
O langor da tua volúpia a apaixonar-te.
Só a fome dos teus lábios no meu ventre.
O ardor da vossa alcova a lamber-me!
Quero a ti - um sentimento carnal da vida!


Patricia Rocha.

Degustar-te...




Feito beija-flor
quero degustar tua doçura
Me deixa provar tua ternura
vem me oferece
me serve do teu cálice...
Feito homem
quero mordiscar a tua nuca
entrelaçar meus dedos
em teus cabelos,
vou segurar bem firme
e te dominar inteiramente
Tua boca...
quero beijar demoradamente
Tua língua...
vou sugar
sentindo o doce sabor
Teus seios...
deles que extrair
teu sussurros e gemidos
vou acarinhar um a um
me perdendo no resto do teu corpo
que se entranha ao meu
intenso... Insano...
me fazendo de objeto de desejo
Amor... Deixa-me te degustar...
Patricia Rocha.

Lábios...


Bocas que se beijam
Corpos que se desejam
Pessoas que se misturam
Bocas que se lambuzam
Beijos que se beijam
E olhos que se fecham
Portas e janelas que se abrem
nos caminhos do coração
Lábios se tocam em beijos
cheios de desejos
sem razão alguma
Beijos selam sonhos
criam fantasias
aumentam a libido
Quando nos faltarem palavras
Durante um longo beijo
o melhor a fazer
é deixar o coração falar...
Bocas que beijam seios
corpos que são beijados
entre nossos corpos lambuzados
cheios de tesão...
Patricia Rocha.

Sonhos...



Quero alcançar os sonhos
ultrapassar limites
levar-me em abandono
num mergulhar profundo...
E, se o inatingível permite
cruzar a linha do horizonte
atravessar a ponte
que une o infinito
onde o sol se esconde...
Quero vestir-me de magia
fazer estripulia
abusar da fantasia...
e, num vôo inusitado
ver versos espelhados
na luz que traz o dia...
Quero durante o anoitecer
em nuvem azul-marinho
poemas em dourado, tecer...
E, soprá-los de mansinho
feito poeira cósmica
ver o céu resplandecer...
Quero a própria poesia
e toda alegoria
que validam o viver
e depois de entusiasmos
de versos derramados
eu quero renascer...



Para em seus braços 
cair de desejos e depois
me desfalecer de prazer...


Patricia Rocha

Repentes...


De repente...
Vem essa louca
vontade de você...
Vontade essa
aquela de estar abraçado
acariciar todo o teu corpo
beijando loucamente tua boca
Esse repente
me alucina...
percorre meus sentimentos
quase sem controle
que não cabe mais em mim...
Desejo compartilhar
com você...
Patricia Rocha.

Seios e desejos...

Seios e desejos...


Quero tocar-te com delicadeza 
Como a mais delicada flor 
Teus seios de princesa 
Com o mais intenso ardor; 
Quero sentir a sensibilidade 
De teus mamilos duros 
E experimentar a liberdade 
De teus loucos suspiros; 
Quero mostrar-te o deleite 
De minhas ternas carícias 
Eu quero que as aceite 
Sem medo, sem malícias 
Pois eu só te quero mostrar 
Como todo carinho e amor 
O que tu me fazes passar 
Quando me tocas meu amor...

Meus Seios


MEUS SEIOS MACIOS E PERFEITOS
ENDURECIDOS PELA VONTADE DE SEREM TOCADOS
ÚNICOS E VERDADEIROS ME DADOS PELA NATUREZA
SABOROSOS E FORMIDÁVEIS QUE DÃO PRAZER AO
SEU EGO DE HOMEM PURITANO
EXCITANTE É O SEU PENSAMENTO
IRREFUTÁVEL É O SEU DESEJO DE TÊ-LOS
OMISSA É A SUA VONTADE DE NÃO QUERÊ-LOS
SEU SANGUE FERVE E TORCE PARA NINGUÉM TOCÁ-LOS.
sol pereira

Alexandre O'Neill - Poema




Sei os teus seios.
Sei-os de cor.

Para a frente, para cima,
Despontam, alegres, os teus seios.

Vitoriosos já,
Mas não ainda triunfais.

Quem comparou os seios que são teus
(Banal imagem) a colinas!

Com donaire avançam os teus seios,
Ó minha embarcação!

Porque não há
Padarias que em vez de pão nos dêem seios
Logo p'la manhã?

Quantas vezes
Interrogaste, ao espelho, os seios?

Tão tolos os teus seios! Toda a noite
Com inveja um do outro, toda a santa
Noite!

Quantos seios ficaram por amar?

Seios pasmados, seios lorpas, seios
Como barrigas de glutões!

Seios decrépitos e no entanto belos
Como o que já viveu e fez viver!

Seios inacessíveis e tão altos
Como um orgulho que há-de rebentar
Em deseperadas, quarentonas lágrimas...

Seios fortes como os da Liberdade
-Delacroix-guiando o Povo.

Seios que vão à escola p'ra de lá saírem
Direitinhos p'ra casa...

Seios que deram o bom leite da vida
A vorazes filhos alheios!

Diz-se rijo dum seio que, vencido,
Acaba por vencer...

O amor excessivo dum poeta:
"E hei-de mandar fazer um almanaque
da pele encadernado do teu seio"
(Gomes Leal)
Retirar-me para uns seios que me esperam
Há tantos anos, fielmente, na província!

Arrulho de pequenos seios
No peitoril de uma janela
Aberta sobre a vida.

Botas, botirrafas
Pisando tudo, até os seios
Em que o amor se exalta e robustece!

Seios adivinhados, entrevistos,
Jamais possuídos, sempre desejados!

"Oculta, pois, oculta esses objectos
Altares onde fazem sacrifícios
Quantos os vêem com olhos indiscretos"
(Abade de Jazente)

Raimundo Lúlio, a mulher casada
Que cortejaste, que perseguiste
Até entrares, a cavalo, p'la igreja
Onde fora rezar,
Mudou-te a vida quando te mostrou
("É isto que amas?")
De repente a podridão do seio.

Raparigas dos limões a oferecerem
Fruta mais atrevida: inesperados seios...

Uma roda de velhos seios despeitados,
Rabujando,
A pretexto de chá...

Engolfo-me num seio até perder
Memória de quem sou...

Quantos seios devorou a guerra, quantos,
Depressa ou devagar, roubou à vida,
À alegria, ao amor e às gulosas
Bocas dos miúdos!

Pouso a cabeça no teu seio
E nenhum desejo me estremece a carne.

Vejo os teus seios, absortos
Sobre um pequeno ser

Fruto



1
Angélica T. Almstadter · Campinas, SP
22/8/2008 · 108 · 14
Pega nesga entreaberta confusa
Rebola empinado o fruto adocicado
A boca distraída se lambuza
Enquanto o pecado maduro meneia
Nos lábios melados, pelo vão da blusa

No vai e vem do tecido leve
Os bicos apontam seus arrepios
E no passar de dedos breve
Geme o desejo dos cios

No colo branco perfumado
Acende fogueiras nos olhares
O palpitar lento e compassado
De dois seios, redondos luares

"Há um silêncio dentro de mim. E esse silêncio tem sido fonte das minhas palavras."ClariceLispector

Seios

Seios

Seios

A mostra de belos seios
Tão belos quantos traiçoeiros,
Que prendem minha imaginação,
Neste pedaço de decote,
escondido em sua mão
Viajo em devaneios pensando
nestes seios durinhos em minha mãos,
se sonhador eu não fosse,
ante esta visão tão doce
por certo cairia no chão
diante de tal tentação
mas como sou poeta,
dou asas a imaginação
deixo me levar
por esta imagem de sedução
onde antevejo os seios
sem a mãolindos maravilhosos,
excitando meu tesão
diante desta imagem
não posso deixar
de imaginar o resto dos panos
caindo no chão
a me extasiar a visão
Sonhos

SHINJU

Shinju significa pérolas e é a palavra japonesa para seios.
É, também, por isso mesmo, o nome de uma das formas mais básicas e sensuais do bondage japonês. Pode ser feito de diversas maneiras, dependendo do propósito com que é feito, e pode ser usado por baixo de roupas, criando com isso oportunidades incrivelmente sensuais e sadomasoquistas.
O shinju necessita de 3 pedaços de cordas não muito longas.
Vamos por etapas:
1. Passe em volta do dorso de sua sub, logo abaixo dos seios, o primeiro pedaço de corda. Esta corda deve tocar os seios. Não aperte muito, mas cuide para, a cada volta da corda, apertar de maneira igual a anterior e, da mesma forma, a próxima. Quando acabar de dar as voltas, amarre as pontas desta corda com um nó lá atrás, bem perto da espinha, mas ao lado dela, e NÃO sobre ela.
2. Pegue a segunda corda e faça a mesma coisa, só que comece envolvendo o dorso na parte superior dos seios.
Não está difícil, não é? Olhe o seu trabalho. Já esta parecido com o shibari das fotos que você costuma ver, não é mesmo?
Vamos, então, para a terceira e última corda.
3. Dobre esta corda ao meio e passe entre os seios, por baixo daquela primeira, a que está logo abaixo dos seios. Enrole a corda em si mesma duas ou três vezes, passe uma das pontas por baixo e a outra por cima da alça que passa pela parte superior dos seios e leve, em forma de "V",em direção aos ombros e, depois, para as costas.
Chegando lá, puxe os dois pedaços de cordas o suficiente para levantar um pouco os seios (lembre-se onde está ancorada esta corda) e termine amarrando ambas as pontas em cada lado da espinha, tendo o cuidado, novamente, de não deixar que os nós se fixem sobre ela.
O shibari, que tem suas origens na Idade Média, quando foi criado como uma técnica de tortura, conserva regras que, como em outras tantas torturas orientais, são as mesmas: tempo e repetição. No moderno bondage erótico oriental o tempo também é um fator muito importante. Use o tempo... com tempo. E dê tempo ao tempo para o efeito do shinju se fazer sentir.
Esta simples técnica de amarração que acabamos de aprender cria uma certa tensão erótica, causada principalmente pelas cordas envolvendo os seios e passando pelos ombros, além dos nós, que estão colocados em pontos conhecidamente sensíveis. Aos poucos, quase que com a lentidão própria do zen, os seios e os mamilos vão ficando cada vez mais sensibilizados, chegando a ponto da própria roupa ser um estímulo demasiado forte para a sua submissa.
Você está começando a descobrir por qual motivo a combinação dos efeitos já conhecidos do bondage ocidental, como o poder e a vulnerabilidade, somados à beleza, à estética e à intensa massagem erótica causada pelas cordas fazem do shibari uma arte apaixonante.