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26 de julho de 2010

Um beijo


Cometer o delito
nas entranhas
daquelas carnes macias,
consumar,
invadir,
penetrar.
Seria então somente
um beijo,
um coito,
um desejo.
Eis que então
invade,
penetra,
saliva,
lubrifica,
trocam-se fluidos,
calor.
Molha a boca,
as pernas,
as partes,
as coxas.
Cometer um delito
em nome de um desejo,
de um sonho,
de um beijo.



A cópula



de Manuel Bandeira (homem que nunca fodi)



Depois de lhe beijar meticulosamente
o cu, que é uma pimenta, a boceta, que é um doce,
o moço exibe à moça a bagagem que trouxe:
colhões e membro, um membro enorme e tungescente.




Ela toma-o na boca e morde-o. Incontinente,
não pode ele conter-se, e, de um jacto, esporrou-se.
Não desarmou porém. Antes, mais rijo, alteou-se
e fodeu-a. Ela geme, ela peida, ela sente
Que vai morrer: - "Eu morro! Ai, não queres que eu morra?!"
Grita para o rapaz que aceso como um diabo,
arde em cio e tesão na amorosa gangorra


E titilando-a nos mamilos e no rabo
(que depois irá ter sua ração de porra),
lhe enfia cona a dentro o mangalho até o cabo.

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