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30 de junho de 2010


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Autor  Madalena
Quando a lua traz a noite, é como se os planetas se alinhassem e os animais se recolhessem.
Tudo assume um outro lado quando uma película húmida cobre os espaços.
As árvores murmuram segredos e silêncios e os olhos baixam ao chão.
Os reflexos desvanecem-se e os espelhos assumem-se como quadros antigos apinhados de memórias.
As criaturas da noite vivem nas esquinas das ruas, nas ruelas recônditas e a terra e o céu unem-se num breu único.
As luzes matizam apenas pequenos palcos onde interagem o seres.
A noite recupera e tolda de pardo os pensamentos e os ensejos. Assim é quando as forças são poucas e quando a nossa robustez está alinhada de forma disforme. Há noites em que a pouca lucidez não nos faz ver através da escuridão.
Mas há também noites em que a luz teima em permanecer.
Há noites lúcidas em que escarnecemos a escuridão e a pouca lucidez que obstinada insiste em, muitas vezes, aparecer.
Há noites diferentes em que a leveza é tanta que nem a roupa se sente no corpo ou frio se sente na pele.

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